Alice e suas amigas se sentaram numa imensa do bar. Era sexta-feira e tudo o que precisavam era de um momento de risadas, boas conversas e tira gostos deliciosos.

E assim foi a sexta, de risos, delícias, conversas e para a surpresa de todas, de planos… planos, planos, planos. Muitos e muitos planos.

Junto aos comes e bebes misturaram-se os sonhos. Sonhos de fazer da vida algo diferente, do dia a dia uma emoção, das segundas-feiras uma alegria. Sonharam juntas em empreender, em montar seus negócios.

E logo te digo: planos que nascem de um lugar de sonho, conectados ao coração, merecem atenção, merecem ser ouvidos e merecem todo o tipo de força para serem realizados.

E aqueles planos nasceram, pelo menos em Alice, de um lugar muito conectado aos seus sonhos e ao seu coração.

Naquela mesa de bar, fizeram cada uma delas suas anotações, tiraram seus sonhos da bolsa e criaram um passo a passo de onde estariam dali a uns anos, donas de seus negócios, donas de suas vidas.

E os anos passaram, passaram para todas elas. Passaram para mim e também para você. E passaram para a Alice, que não esqueceu um dia sequer daquela mesa, daqueles planos, daquele sonho.

Só que a vida tem suas peças. Amigas queridas, tantos anos depois sem notícia uma da outra, resolveram se encontrar. E para a surpresa de Alice, ela era a única – a ú-ni-ca – que não tinha feito nenhum dos seus sonhos se moverem.

Foi uma noite horrível para ela, uma noite de sorrisos falsos, de vontade de entrar no facebook de cada uma delas amigas e olhar cada postagem, cada foto, cada detalhe. “Como eu fui ser tão estúpida e não executei meus planos? Como todas elas conseguiram se mover tanto e eu não consegui nada?”

Te conto essa história num tom mais ameno, porque da Alice eu ouvi entre estouros, palavrões, um estado de raiva, irritação, frustração, “esbravejamentos” contra o mundo e contra si mesma. Porque assim eram suas emoções naquele dia pós mesa de bar, por notícias das amigas.

E todos nós entendemos em alguma medida, porque há em nós um chip que se compara, um chip que faz as cobranças, um chip que arrepende do tempo perdido. Mas tem também em nós um chip da ação, do movimento, da criação, do “é de hoje para frente”. Foi de “hoje para frente” que vi a Alice recolher seus cacos, juntar um punhado de entusiasmo, e enfim começar a tirar seus sonhos do papel.

………….

Ver a timeline dos amigos preenchida de sucesso e movimentos plenos é uma dor de muitos empreendedores que não conseguem agir. É a história da Alice a que te conto aqui hoje, mas quantas e quantas vezes eu pude ouvir esse mesmo enredo “meus amigos conseguiram e eu não consegui”. Preparei uma aula sobre a “não-ação”, sobre “as 4 estações da dificuldade de AÇÃO e os caminhos para entrar em movimento” Clique aqui e cadastre-se.