Para empreender precisa-se de ideias novas, boas, consistentes e inovadoras. Para seguirmos adiante com nossos negócios, precisamos sempre inovar essas ideias e também praticá-las. Quer saber quais as melhores ideias para empreender? Vamos lá…

Esse é um guia para que você possa se organizar. Para que você possa depositar o que está em sua mente no papel. Para que você possa sair do ponto de saída e colocar-se em movimento colocando em prática as ideias para empreender.

Esse GUIA é como um tratado de libertação. Primeiro da sua coragem. Depois da sua essência. Depois da sua entrega. Depois da sua criações.

Mas ele não é um guia como outro outro qualquer, que apenas lhe sugira algumas ideias para empreender, ou desses feitos cheios de rótulos e frases feitas. Ele foi feito para ser leve, para caber na hora do café da manhã ou do chá das 17h.

Ele foi feito para abastecer e não pesar na mochila.

Alimente-se do que preparei para você e faça, use as ideias para empreender com todas as forças, a transformação que você deseja para sua vida.

Parte UM. Organizando Ideias

Para organizar ideias, antes de qualquer coisa, é preciso ter ideias. E para ter ideias para empreender nada é mais importante do que se abastecer com materiais de qualidade, conteúdos ricos e inspiradores.

Para que você seja uma fábrica de ideias para empreender é preciso alimentar essa fábrica com conhecimento. É o conhecimento que possibilita a verdadeira variedade de pontos de conexão.

Nossas mães e avós, ainda em nossas infâncias, diziam “saco vazio não para em pé!”… diziam isso para você também? Queriam que no almoço comêssemos mais arroz, feijão e batata. O dito popular faz mais sentido ainda no plano das ideias.

Não há como ter boas ideias para empreender sem que nossa mente esteja abastecida e alimentada com conteúdos múltiplos, referências diversas, explorações das mais variadas do que há para conhecer.

Não cesse o movimento de abastecimento: preencha constantemente sua mente com conteúdo de boa qualidade.

Leituras de artigos, livros, blogs. Imagens em instagram ou no pinterest. Vídeos do youtube.
Documentários.
Filmes.
Viagens.

Abasteça-se com referências.

E confie.

Confie que essas informações todas, quando começaram a interagir umas com as outras, vão criar uma bela “dança” dentro da sua mente e poderão criar novas referências.

É assim que ocorre o processo de criação de ideias para empreender. E como organizar as ideias?

Organizar ideias é uma forma de equilíbrio. É uma forma de clareza. Quando pensamos tudo ao mesmo tempo, salpicado e picado, não conseguimos estabelecer uma linha de pensamento e conectar uma peça à outra.

Ao tentar organizar as ideias para empreender estabelecendo uma linha de raciocínio, sua missão não é de achar respostas e saídas e sim é de acalmar e silenciar a mente.

Acredite: uma mente em operação frenética não é capaz de dar boas soluções e fazer boas propostas tão bem quanto uma mente silenciada e descansada.

Para isso você precisa reservar tempos diários, de preferência pela manhã quando a mente está despertando ainda em ritmo mais lento, para “não pensar em nada”.

E um dos maiores desafios para nós ocidentais que não temos uma cultura da meditação é “não pensar em nada”. Estamos o tempo todo, insistentemente, pensando, pensando, pensando, pensando.

O pensamento não para de falar um instante sequer. Ele pensa. Ele pensa. Ele pensa. O pensamento é caçador, como diz o sábio caboclo.

Um exercício muito bom para quem está começando sua jornada de meditação e silêncio da mente é reservar três intervalos de dois minutos durante o dia. Um pela manhã, outro pela tarde, outro pela noite. Sua única meta nesses simples dois minutos será se concentrar no ar que entra e no ar que sai. Só isso. Ar entra. Ar sai. Ar entra. Ar sai. Parece simples (e era para ser), mas os dois minutos são um desafio imenso para nós. Esteja munido com um despertador ou timer que possa ser uma referência de que os dois minutos terminaram.

Um exercício simples como esse (ou qualquer outro exercício) de meditação que você possa escolher são capazes de fazer a sua mente processar de maneira muito especial as ideias para empreender, com mais organização e clareza.

 

 

Parte DOIS. Depositando no Papel

Se você não conseguiu estabelecer linhas totalmente claras de pensamento e raciocínio é ao depositar suas ideias para empreender do papel que você conseguirá alcançar esse feito.

“Mas, Paula, se eu ainda não consegui nem pensar com clareza, como vou escrever o que penso?”

Aí é que está o pulo do gato.

Durante nossos anos de escola nos ensinaram que antes de escrever precisávamos saber o que escrever.

E então nos colocávamos a pensar, pensar, pensar. Pobres de nós.

Quando estou muito preocupada com algo ou com qualquer tipo de incômodo emocional eu me coloco a escrever. Não porque eu sou uma escritora, mas porque não há nada mais curativo que depositar no papel o que sentimos e pensamos.

O papel é paciente, como diz a linda e sábia Anne Frank.

O papel nos “ouve” sem questionar, sem fazer olhos de pressão, sem achar ruim, sem julgar.

Há um estudo científico que comprovou que aquelas metas que são escritas no papel têm mais chances de acontecer do que aquelas que só ficam no pensamento.

Isso acontece não por algum motivo místico ou sobrenatural, mas pelo simples fato de que ao depositar no papel as suas ideias no papel, em algum nível elas já estão materializadas – mais do que só fossem pensamentos – e se tornam uma parte mais atrativa para sua atenção. Ou seja, você se lembra mais do que está escrito (e acessível para ser visto sempre) do que aquilo que fica solto em sua mente. O que fica solto na mente tende a desaparecer pois outros tantos pensamentos vão sobrepô-lo.

Uma das primeiras lições da minha Oficina de Aprimoramentos de empreendedorismo com propósito é escrever um plano de negócios, elaborar suas ideias para empreender. Eu até apresento um modelo de plano de negócios, mas pouco importa o modelo. Pouco importa se o que está escrito ali tem a ver com o item da questão ou não. O que importa mesmo é o simples ato de depositar no papel tudo quanto é ideia que esteja circulando em nossa mente.

Não tem certo e errado. Não tem prejuízo.
Só vantagens.

 

Parte TRÊS. Em Ação

Quanto vale uma boa ideia? Ah, você já sabe a resposta. Já ouvi essa por aí…. Quanto vale uma boa ideia? Ótima pergunta.

Mas ótima mesmo é a resposta.

Não vale nada. A boa ideia só passa a ganhar valor real a partir do momento em que é executada.

 

E foi graças a boas ideias para empreender executadas que Steve Jobs foi o que foi. Ele literalmente roubava boas ideias que outras pessoas tinham e executava (bem… ele executava e dizia que a ideia era dele, mas essa parte da ética não vamos discutir aqui, nosso foco hoje é outro). O que nos importa é ver que a execução é extremamente importante.

Tenho um primo que sofre desse mal: fala muito, tem todas as ótimas ideias do mundo, se acha o rei da cocada preta, mas cocada mesmo ele não tem nenhuma porque ainda não transformou nenhuma das suas ideias brilhantes em ação.

É na ação que o movimento existe, é na ação que o mundo se torna real, é na ação que os sonhos se concretizam.

E a execução nos assusta um pouco porque é nesse ponto em que “os outros podem nos ver”. É nesse ponto que as coisas podem dar errado. É nesse ponto que o caldo desanda. Mas também é nesse ponto que a magia acontece. Que o mundo se transforma. Que passamos a ter mais que antes, ver mais que antes, compartilhar mais que antes.

Nesse exato momento em que escrevo esse guia estou em Barcelona numa viagem de conhecimento com a minha filha e essa cidade é belamente salpicada pelas obras de Antoni Gaudí. Esse homem fez genialidades na área das artes e arquiteturas, fez o que o representava. O “feio” para muitos de sua época é hoje celebrado por quem passa por suas obras, como a Sagrada Família e a Casa Batlló. Mas e se Gaudí ficasse, como tantas vezes ficamos, cheio de medos e receios de ser julgado e criticado, de seus projetos irem abaixo, de dar tudo errado, de falhar e fracassar?

É o medo que nos impede de agir e criar, porque se não tivéssemos esse medo enraizado em nós, realizaríamos mais.

Nessa hora temos que avisar algo para nosso medo… avisar que temos em nós a força da realização e seguiremos em frente, um passo após o outro, mesmo com o medo nos acompanhando.

Por isso gosto tanto de ser montanhista. Porque seguir em direção ao topo da montanha é um exercício profundo de rendição, de acreditar no passo, de se fortalecer olhando para o chão e confiar que o que vier pelo caminho será vivido quando for a hora – e não antecipadamente, como fazemos vez ou outra.

Para que a ação se torne mais “palpável” para você, crie um passo a passo, bem esmiuçado, de tudo o que você precisa fazer e providenciar para alcançar sua meta. Saiba seu rumo, saiba o que quer e deseja, crie o passo a passo e vá, pé ante pé, em frente.

De que vale tudo isso? Esse Guia só passa a ter algum valor na sua vida a partir do momento em que for lido, interiorizado, executado. Viva a transformação. Um passo de cada vez. Mas viva. Estamos juntos nessa jornada de entrega e construção. Siga suas ideias para empreender e siga rumo ao sucesso.

Paula Quintão

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