As cartas de vendas, essas famosas “copys” que nos acostumamos a conviver em forma de vídeos ou emails, bem sabemos que são um desconforto a quem as recebe não por estarem oferecendo uma venda, pois vendas são parte das trocas que fazemos em vida.

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Não há nenhum problema em vender. As cartas de venda nos destratam não porque oferecem uma venda, mas porque intencionam agir diretamente em nossos cérebros reptilianos e iniciar processos emocionais que tenham a ver com nossos medos, nossas ansiedades, nossas pressas, e nossas crenças sobre escassez e tudo o que lembre instinto de sobrevivência para dessa forma estimularem a compra.

É fato que, como consumidores, há um efeito em nós.

O que eu gosto de considerar é que também no produtor há um desconforto ao produzir sua carta de vendas, sua “copy perfeita”.

Às vezes esse produtor está com tanta dificuldade que recorre a modelos prontos de copy. Pobre ele. Não consegue nem mesmo se sentir seguro de colocar seu valor com suas próprias palavras.

Outras vezes esse produtor de conteúdo delega a tarefa a uma equipe especializada em vendas. Assim, a tal da copy ficará magicamente pronta e o problema é afastado da vista. Ou melhor, entregue a especialistas.

Em outros casos, são noites e noites em claro tentando encontrar um caminho menos desconfortável para fazer o que o coração diz “não faz”.

Há um ditado muito usado e que, às vezes, é empregado em contextos que forçam a barra e nos atropelam.

“Tem medo? Vai com medo mesmo”.

É um ótimo ditado quando aplicado em contextos em que você sabe que é naquela direção que você precisa seguir. Mas também pode ser um atropelo a nós mesmos quando usado em contextos que não vibram como nós vibramos, não vibram nossa frequência. É um atropelo ao que sentimos e assim vamos nos batendo pelo caminho.

O que quero dizer é que a tal “copy perfeita” pode estar atropelando você, produtor de conteúdo, tanto quanto atropela o seu possível cliente/consumidor. E você não se dá conta que está se batendo pelos cantos para manter um modo de comunicação que não se afina com sua alma, com sua voz, com sua expressão e muito menos com sua filosofia de vida.

A refletir.

Aqui um vídeo sobre o tema que preparei.

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Grande abraço,

Paula Quintão.