Se minha vida fosse um filme e eu o roteirista, encaixaria meus últimos 5 anos de vida na seguinte cena, tipo matrix:

Eu entrando em uma sala com cara de sono, meio perdido, meio com medo e, claro, meio curioso. No fundo da sala um homem de capa preta me aguardava. Quieto, sentei e ouvi. Meu coração batendo forte.

No final da conversa, duas pílulas:

A vermelha, conhecer um novo mundo e com isso, conviver com o medo, a dúvida e desafios para encontrar seu verdadeiro caminho. E assim, se conectar com sua essência.

Já a azul, seria voltar ao seu mundo atual, quentinho e confortável, mas pobre em realização, genérico, pálido e descabido.

O que você escolheria?

Eu escolhi conhecer o novo, explorar um novo mundo de possibilidades e crescimento, mesmo com medo e sem saber onde estava pisando…

E fiz pelo forte desejo, na época, de mudar quem eu era. Aumentar minhas possibilidades, ser menos tímido e introspectivo e acreditar mais em mim.

E contando esse filme fora de ordem, poderíamos vir direto para o futuro e perceber, agora, um empreendedor confiante, impulsionador de vidas, que ajuda pessoas a eliminarem o medo e a mergulharem no autoconhecimento.

Agora vem a pergunta: Como um tímido medroso se transforma em um escritor/empreendedor que fala da mente inconsciente, propósito e autoconhecimento?

A resposta: Olhar para dentro…

A pílula vermelha era placebo, uma âncora, um símbolo. Não me deu superpoderes, mas me deixou presente para esse novo mundo, me deu a possibilidade de acreditar que era possível. Através desse movimento percebi dentro de mim todos os recursos para descobrir quem eu verdadeiramente era e sou. E lá dentro encontrei a coragem…

Eu não era tímido, estava tímido.

Através do autoconhecimento e muito, mas muito trabalho interno, mudei minha realidade. E através dela, percebi que poderia também ensinar o que aprendi…

Nunca me passou pela cabeça ser empreendedor, já que meu pai e minha mãe eram empreendedores. Eu corria desse destino. E o fazia pois tinha crenças distorcidas sobre empreendedorismo. Achava aquilo uma prisão, pelas horas e horas entregues para o trabalho e frustrante pelo desgaste com clientes e funcionários.

E a pílula surgiu novamente na minha vida quando descobri uma nova forma de empreendedorismo, com propósito e entregando valor para as pessoas. E não aquela versão sofrida e angustiante que criei na minha cabeça.

Hoje me encho de orgulho de dizer: Sou empreendedor…

E todo dia, em qualquer intensidade, faço algo que cumpra minha missão através do empreendedorismo.

E sinto que empreender é isso.

Empreender é impulsionar, jogar o mundo e as pessoas para frente. É colocar paixão em atos simples e criar fluxo. E talvez não seja para todos. Ou seja. Mas definitivamente, é para quem deseja fazer parte desse algo maior e trazer ao mundo um trabalho com significado.

Estamos vivendo agora essa nova era da realização, onde fazer por fazer não basta. É preciso estar presente e criar negócios com nossa cara, trazendo nossas histórias e aprendizados, é preciso trazer quem somos no que criamos…

É preciso ainda coragem para isso tudo. Coragem para empreender e mostrar quem somos em essência. Mas isso você já tem, está dentro de você.

Enquanto escrevo, me lembro da frase que vi no filme O Jogo da Imitação e que nunca mais saiu da minha cabeça:

“Às vezes, são as pessoas que ninguém espera nada que fazem as coisas que ninguém consegue imaginar.”

E essa frase diz sobre isso. Porque não eu, com todos os desafios e transformações que tive? Porque não você com suas histórias de vida e os aprendizados que você já teve, as batalhas, o suor e a dor?

No filme da sua vida, você pode olhar para trás e ver as melhores e piores cenas, pode readaptar tudo, mudar os personagens coadjuvantes, reescrever todo o roteiro. Parar e olhar para dentro para descobrir sua melhor versão e trazer sua história para mundo, de um jeito que só você pode contar…

E quem sabe trazer isso em forma de empreendimento. Impulsionar e ajudar outras pessoas através da sua história…

O que você pode trazer para o mundo?